O projeto “Cuidar para Crescer” pretende ampliar o acesso à saúde mental dentro das escolas por meio da presença de psicólogos voltados ao atendimento de crianças, adolescentes e professores. A proposta-piloto deve começar em uma escola de Capivari de Baixo e busca parcerias para expandir o atendimento futuramente.
A iniciativa aposta em uma atuação preventiva e próxima da rotina escolar para identificar dificuldades emocionais, transtornos, situações de violência e problemas de convivência ainda nos primeiros sinais.
O projeto também prevê parceria com universidades e utilização de estudantes de Psicologia em fase final de formação, supervisionados por profissionais habilitados.
Projeto nasceu do desejo de transformar a comunidade
A idealizadora do projeto, Regina Vieira Maximiano, é estudante de Psicologia na Fucap e formada em Marketing pelo Senac. Segundo ela, o desejo de atuar diretamente com crianças e adolescentes sempre esteve ligado ao sonho de contribuir de forma positiva com a comunidade.
“Eu sempre tive um sonho de fazer a diferença na comunidade e trabalhar com crianças e jovens. Ver o futuro deles sendo preparado com carinho me deixa emocionada”, afirma Regina.
Ela também destaca uma frase que utiliza como inspiração pessoal e para o desenvolvimento da iniciativa:
“Não viemos a este mundo para ser uma pedra, mas sim para um propósito.”
Segundo Regina, a proposta surgiu diante da necessidade de oferecer apoio emocional mais próximo da realidade escolar e acessível às famílias.
Projeto busca ampliar acesso à saúde mental nas escolas
A proposta surgiu diante da alta demanda por atendimento psicológico nos serviços públicos e da dificuldade de muitas famílias conseguirem acompanhamento contínuo.
A ideia é manter um psicólogo diretamente ligado ao ambiente escolar, permitindo acompanhamento mais próximo dos estudantes e maior integração com professores e responsáveis.
Segundo os idealizadores, o objetivo é oferecer suporte emocional e ajudar na identificação precoce de situações como:
- Ansiedade e depressão
- Dificuldades de aprendizagem
- Transtornos comportamentais
- Casos de violência ou abuso
- Problemas de convivência social
- Impactos emocionais do uso excessivo das redes sociais
Além do atendimento aos alunos, o projeto também poderá auxiliar professores e equipes pedagógicas.
Parceria com universidades deve viabilizar atendimento
O projeto prevê a participação de acadêmicos de Psicologia que estejam próximos da conclusão do curso e já aptos para atuação supervisionada.
Os estudantes fariam os atendimentos acompanhados por psicólogos responsáveis, que supervisionariam os casos, orientariam as abordagens e garantiriam o suporte técnico necessário.
A proposta busca reduzir custos operacionais e permitir que o atendimento seja oferecido gratuitamente ao município.
Mesmo assim, os organizadores destacam que será necessário captar recursos para manter a estrutura do projeto, incluindo:
- Ajuda de custo para estagiários
- Supervisão profissional
- Capacitação
- Materiais e logística
Projeto pretende buscar apoio do FIA e empresas parceiras
Uma das estratégias para financiamento será o cadastramento no Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), além da busca por apoio de empresas da região.
Segundo os idealizadores, quanto maior o número de parceiros envolvidos, mais escolas poderão ser atendidas no futuro.
A expectativa inicial é iniciar o projeto em uma escola piloto em Capivari de Baixo e, conforme os resultados e crescimento das parcerias, expandir para outras unidades escolares.
Saúde mental infantil ganha atenção crescente
Nos últimos anos, especialistas têm alertado para o aumento de problemas emocionais entre crianças e adolescentes, especialmente após mudanças sociais, impactos da era digital e dificuldades familiares.
O ambiente escolar é apontado como um dos locais mais importantes para observação precoce de sinais de sofrimento emocional.
A presença de profissionais especializados dentro das escolas pode facilitar o acolhimento, fortalecer vínculos e contribuir para o desenvolvimento social e educacional dos estudantes.

